HISTÓRIA DO 1953 RÉPLICA JAGUAR XK 120

Em 1948 a marca concluía o desenvolvimento de um novo chassi, cuja principal inovação era a suspensão independente na dianteira, e de um novo motor, batizado de XK. O nome vem da designação adotada pela Jaguar durante a guerra. Todos os motores desenvolvidos nesse período recebiam a letra X, de experimental, e a letra seguinte correspondia à sequência dos motores, que no caso foi K.

O XK 120 foi o primeiro Jaguar lançado após a Segunda Guerra, representando uma quebra de paradigmas, tanto para o Jaguar quanto para os esportivos, ainda no final dos anos 40. O Jaguar antes da guerra produzia automóveis “nem tão esportivos”. O 120 em sua denominação indica a velocidade máxima em milhas por hora (equivalente a quase 200 km/h). Era o automóvel mais rápido em produção naquela época, foi um estrondoso sucesso, tendo sido adquirido por muitas celebridades das artes, da música e do cinema!

Esse motor possuía seis cilindros em linha, 3.442 cm³ e carburadores duplos SU. Tinha seu segredo no virabrequim de aço apoiado sobre sete mancais. Além disso, foi o primeiro motor em série a possuir câmaras de combustão hemisféricas e duplo comando de válvulas no cabeçote – de alumínio, por sinal. Entre as virtudes do motor estavam à confiabilidade e a resistência. Entre as desvantagens, o XK se mostrava bastante complexo em manutenção – algo talvez peculiar aos carros europeus, mais notadamente os britânicos. Com tudo isso gerava 160 CV de potência a 5.100 RPM. Havia sido inicialmente concebido para equipar um sedã de grande porte, o Mark VII, que, contudo não estava pronto e só sairia das linhas de montagem em 1950. A Jaguar tinha então um chassi excelente e um motor espetacular – mas nenhum carro para utilizá-lo, muito menos um carro esporte.

O carro foi finalmente apresentado em outubro de 1948 no Earl’s Court Motor Show, em Londres, com o nome de Jaguar Super Sports. Utilizando uma versão reduzida do chassi destinado ao Mark VII e o novíssimo motor XK, o Super Sports possuía suspensão dianteira independente, com braços triangulares e barra de torção, e traseira de eixo rígido, com feixe de molas semielíticas e amortecedores da marca Girling.

Os XK 120 e seus sucessores foram sempre produzidos em três versões: a versão roadster, a versão hardtop, ou com teto rígido, e a versão conversível. A versão roadster não apresenta à mostra (ou não tem mesmo) uma cobertura para proteção dos passageiros em caso de chuva. A versão conversível traz essa proteção à mostra.

O interior do XK 120 é um interior tipicamente britânico, com os instrumentos concentrados na parte central do painel. As linhas do Jaguar XK, e especialmente as linhas do XK 120, resistem ao tempo de uma maneira tão incisiva que esse modelo é atualmente um dos preferidos entre os replicadores ao redor do mundo. Juntamente com os Porsche 550 Spyder e os Shelby Cobra, é um dos esportivos mais replicados!

Na segunda metade dos anos 80, uma réplica do XK 120 chegou a ser produzida em pequena quantidade pela empresa Bola, o Fera 4.1, com motor seis-cilindros 250S de Opala e carroceria em plástico reforçado com fibra-de-vidro. Era bastante fiel ao original, inclusive em disposição básica dos elementos mecânicos, mas a reabertura das importações liquidou este e outros modelos produzidos por pequenos fabricantes nacionais.

Escrito por: Juliana Barros

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