HISTÓRIA DO 1980 PUMA GTB 4100 S2

O Puma é um carro esportivo brasileiro construído entre 1964 e 1992, usando componentes DKW. Em 1967, a produção mudou a partir da tração dianteira com motor dianteiro DKW para o clássico de quatro cilindros VW tração traseira com motor traseiro refrigerado a ar. Este motor foi perfeito para este grande carro.

Estes carros foram feitas em Matão, uma pequena cidade do estado de São Paulo, por um fazendeiro chamado Rino Malzoni. Rino era um grande entusiasta de automóveis e corridas de automóveis. O início do DKW-Malzoni foi feito estritamente para fins de competição. O DKW-Malzoni usou um dois tempos altamente preparado, 1.100 CC, três cilindros do motor que fez cerca de 100 cavalos de potência.

Rino Malzoni reconheceu que o carro tinha possibilidades comerciais. A fim de produzir mais carros e trazê-los para o mercado, Rino se juntou com outros três entusiastas de automóveis (Luís Roberto da Costa, Milton Masteguin, e Mario César Camargo Filho) e fundou a empresa “Sociedade de Automóveis Luminari”. Neste momento, cerca de 35 carros estavam sendo vendidos a cada ano. Em 1967, a empresa passou a se chamar “Puma Veículos e Motores.” Pouco tempo depois, foi transformada em uma sociedade de capital aberto com o nome “Puma Indústria de Veículos SA”. A produção aumentou rapidamente quase quatro vezes. Em 1967, o corpo do DKW-Malzoni foi ligeiramente modificado, e o carro foi rebatizado como o Puma DKW.

O novo carro tinha um pequeno banco traseiro, mais área de vidro, e novas rodas, para-choques, faróis e luzes traseiras. Foi também ligeiramente mais longo. No entanto, as maiores mudanças que vieram nos últimos meses de 1967. Vemag (a empresa que fez DKW no Brasil) foi comprada pela Volkswagen, e todos os carros e motores DKW foram interrompidas. Isto significava que Puma precisava de um novo coração se fosse para continuar. Decidiu-se utilizar a plataforma Karmann Ghia-brasileira, com um ar 1.493 CC motor arrefecido que fez 52 HP. Esta não foi uma simples mudança. O Puma DKW era um carro de motor dianteiro, e o novo modelo necessário para receber um motor traseiro. O chassi do primeiro VW alimentando o puma era quase o mesmo que o Karmann-Ghia, exceto que foi feito alguns centímetros mais curto. O corpo foi ligeiramente menor, a área de vidro foi novamente modificado, e a grade caixa de ovo da frente foi removido.

Carros Puma foram vendidos somente completamente montados no Brasil. Sobre este tempo, o Puma GTB, foi desenvolvido. Ele também tinha um corpo de fibra de vidro, mas foi construído sobre um chassi especial, e era alimentado por um seis cilindros Chevrolet brasileira deslocamento do motor 4100 CC in-line. A GTB não foi exportada para a América do Norte ou na Europa.

Pumas baseados em VW receberam mudanças corporais em 1977. Mais extensas modificações foram feitas em 1981. A parte dianteira e traseira do carro foi restaurada, com as luzes de estacionamento alocadas, e as luzes da cauda muito maiores. Os novos modelos foram chamados GTC (conversível, substituindo os GTS) e GTI (cupê, substituindo o GTE). Ambos foram oferecidos com uma extensa lista de itens opcionais, incluindo motores e transmissões especiais, vidros elétricos, etc. No ano seguinte, o P-018 foi lançado, com um eixo traseiro IRS, 1.584 CC padrão, e opcional 1.700 CC, 1.800 CC e 2.000 CC motores.

A crise econômica da década de 1980 foi devastadora para a especialidade da indústria automobilística brasileira. Vendas de que no final da década de 1970 eram cerca de 150 por mês começou um declínio constante. Em 1985, a marca Puma foi vendida para “Araucária SA”, uma pequena empresa no estado do Paraná, que fez alguns carros. Dois anos depois, Araucária vendeu os direitos de produção para uma empresa chamada “Alfa Metais.” Mas os anos 1990 foram chegando, e o mercado brasileiro foi aberto aos carros esportivos importados. Isso efetivamente selou o destino do Puma que cessou completamente por volta de 1992.

Em 1978 é apresentado no Salão do Automóvel, o PUMA GTB/S2 (Série 2), com novo desenho e acabamento mais requintado utilizando de couro, e itens de conforto de série como: Direção Hidráulica e Ar-Condicionado, uma inovação era a utilização de cintos de segurança retráteis, até então era uma novidade no mercado nacional. O motor era o 250-S, com 171 cavalos do Opala.

Na época, o Puma GTB fascinava os fãs de velocidade, com seu motor 250-S, versão mais potente do seis cilindros que equipava o Chevrolet Opala. “Era um dos carros mais rápidos, muito usado por jovens que gostavam de cantar pneu e tirar rachas”.

Escrito por: Juliana Barros

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